sexta-feira, 23 de maio de 2008

Lista de novos corruptos

MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou o senador e o governardor de Goiás por fraude na campanha eleitoral de 2006


RELEMBRE: em entrevista a ÉPOCA, Marconi Perillo, então governador de Goiás, disse que poderia ser um dos nomes tucanos na disputa presidencial de 2006.


Até quinze dias atrás, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) (à direita) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), formavam uma dupla de sucesso no mundo político. Depois de governar o estado por dois mandatos, acabando com o domínio do PMDB local, Perillo elegeu-se senador, em outubro de 2006, com 75% dos votos, e ainda transformou seu vice, o então desconhecido Alcides Filho, o "Cidinho", em seu sucessor no governo. Na manhã de 28 de março, o Ministério Público Federal finalizou uma denúncia devastadora contra os dois. Num processo que tramitou em sigilo de Justiça, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou os políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas para fraudar a eleição de 2006. Se for aceita pelo plenário do STF, a denúncia vai desafinar o sucesso da dupla goiana.
No documento de 16 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, o procurador-geral descreve uma investigação da Polícia Federal que produziu cinco CDs com escutas telefônicas de uma dezena de pessoas, relacionadas em seis volumes. A denúncia foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowsky, que será o relator no plenário do STF. Por meio das escutas, a Polícia Federal detectou um esquema para transferir recursos da campanha de Cidinho para a de Perillo, e depois tentar encobrir essa manobra ilegal por meio de notas frias. As acusações mais graves são contra Perillo, suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais. Por isso, o senador é acusado do crime de peculato (apropriação ilegal de recursos públicos), com pena de até 12 anos de prisão.
"O senador Marconi Perillo e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas frias, pagamentos de despesa de campanha por meio de 'laranjas' e outras fraudes eleitorais", escreveu o procurador-geral Antonio Fernando. O advogado de Perillo, Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, diz que o procurador errou ao basear a denúncia nas escutas telefônicas sem ter ouvido antes os dois políticos. "Só lamento que eu não tenha sido ouvido pelo Ministério Público, porque já teria esclarecido o que fosse necessário", afirmou Marconi Perillo, por meio de sua assessoria. "Estou absolutamente tranqüilo porque chequei, rechequei e fui muito exigente com a minha prestação de contas", disse o senador. De acordo com a defesa, Perillo utilizou apenas aviões particulares na campanha. ÉPOCA procurou a assessoria e os advogados do governador Rodrigues, mas não obteve comentários sobre a denúncia até a noite desta quinta.
Os detalhes da denúncia
Em tópicos, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, listou as supostas fraudes na campanha:
1 - Constatou-se adulteração de contratos de carros de som. Para o procurador-geral, houve fraude na alteração dos contratos de aluguéis desses veículos nas campanhas de Alcides e Perillo. Com a ajuda de Waldete Faleiros, contadora do diretório estadual do PSDB em Goiás, notas fiscais de gastos de Perillo com carros de som foram alteradas para a campanha de Alcides para justificar um erro logístico percebido no fim da eleição: não havia sido contabilizada legalmente nas contas de Perillo nenhuma doação para esse tipo de serviço.
2 - Utilização de caixa 2 por meio da Multcooper, uma empresa de serviços especializados, responsável pelo pagamento de funcionários dos dois candidatos. Para o Ministério Público, a prestação de contas mostrou que havia um contrato entre as duas campanhas e a Multcooper no valor de R$ 711 mil. Cada candidato deveria pagar metade, cerca de R$ 355 mil. Entretanto, Marconi declarou à Justiça Eleitoral o pagamento de uma única parcela de R$ 416 mil, R$ 60 mil acima, o que seria indício de caixa 2. Há também o depoimento de um prestador de serviços da empresa, Vasco Melo Santos Camargo Junior, que recebeu o pagamento pelo seu serviço em dinheiro vivo, sem recibo ou contrato. As notas fiscais apreendidas da campanha de Alcides também mostram pagamento de R$ 600 mil a uma empresa chamada Cantagalo Comunicação Ltda. A despeito do alto valor, não existe esse pagamento na prestação de contas à Justiça.
3 - Utilização de notas frias - O procurador-geral Antonio Fernando acusa os dois candidatos de apresentarem uma série de notas frias para justificar gastos de campanha. Cabia à Waldete Faleiros contatar empresas para "regularizar" contas de campanha. Em uma interceptação telefônica feita pela Policia Federal, no dia 18 de dezembro de 2006, Waldete consegue realizar a fraude com o presidente da Multicooper, Genaro Herculano, de acordo com o MP.
Waldete - Eu preciso fazer uma operação em nome do PSDB, no valor de quinze mil, é possível?
Genaro - O que você precisa de mim?
Waldete - Uai, eu preciso de uma nota... e descontar o cheque.
Genaro - Tá, e os impostos, como é que você faz?
Waldete - Pois é, quanto que seria?
Genaro - Dá 16.33
Waldete - Bom, eu queria assim... na realidade são trinta, entendeu? Mas eu tava precisando fracionar.
Genaro - Mas o que é que seria? O que a gente vai colocar?
Waldete - Pois é, aí poderia ser locação de veículo.
Genaro - É, locação de veículo dá, porque eu tenho muito veículo.
Waldete - Eu só quero saber assim... como é que eu faço... Se você deposita o dinheiro e devolve...
Genaro - Faz igual aquele dia... Você traz o cheque e ela te devolve em dinheiro. Te devolve em dinheiro pra não ter problema.
Na mesma investigação, o procurador-geral aponta Lúcio Fiúza, administrador financeiro da campanha de Marconi, como seu cúmplice e homem de total confiança. Waldete liga para Fiúza no dia 20 de dezembro de 2006 para consultá-lo sobre notas frias de uma outra empresa, a Promix. Antonio Fernando afirma que fica "evidente" a participação de Marconi Perillo.
Waldete - Deixa eu falar com o senhor. Eu tô tendo dificuldade para conseguir aquele documento.
Lúcio - Hum.
Waldete - Mas me ocorreu uma idéia, vamos ver se o senhor concorda. É o Reinaldo (da Promix), ele tem um saldo devedor contábil lá no diretório. Eu não poderia... desfazer pra ele e ele...?
Lúcio - Uai... Eu não sei como é a confiabilidade, né?
Waldete - Pois é, foi por isso que eu te liguei.
Lúcio - Vamos pensar mais um pouco... Continua pensando por enquanto... Até eu pegar uma luz com o chefe.
Waldete - Tá. Porque aí não precisa nem nota entendeu? Só recibo.
4 - Ocultação de provas - Na denúncia do Ministério Público existe ainda a acusação de ocultação de provas contra Marconi Perillo, Waldete Faleiros e Lúcio Fiúza. Os diálogos interceptados no período de 8 e 12 de dezembro de 2006 mostram, de acordo com o MP, que os denunciados tiraram provas do comitê, a fim de obstruir investigação eleitoral. As provas teriam sido levadas para a casa de Marconi.
No dia 8 de dezembro, Waldete orienta Rodrigo, funcionários de um dos comitês, a esconder documentos e computadores.
Waldete - Agora que eu vi que tinha duas chamadas aqui. Pois é, era pra você sair daí, tirar o notebook, tirar os documentos...
Rodrigo - Deixa eu te falar, eles chegou de supetão, eles pegou os documentos do PSDB, viu.
Waldete - Pegou tudo?
Rodrigo - Pegou.
Waldete - Ai, meu Deus.
Mais tarde, no mesmo dia, Waldete conversa com Lúcio.
Lúcio - Por que só levaram computador?!
Waldete - Não. Levaram a documentação toda e os computadores.
Lúcio - A nossa documentação também?
Waldete - Não, a nossa tá comigo.
Lúcio - Tá certo. Deixa bem guardado, hein? Não tinha nenhum papel, nenhum rascunho.
Waldete - Não Dr. Lúcio, não tinha nada assim que comprometesse, a não ser por muita falta de sorte.
Interceptação do dia 3 de janeiro de 2007, escreve Antonio Fernando, revela que parte dos documentos subtraídos, inicialmente guardado em um cofre no Palácio das Esmeraldas, foi levado para a casa de Marconi Perillo.
5 - Uso da máquina pública - As provas colhidas durante a investigação, afirma o MP, revelam que Marconi Perillo e Alcides Rodrigues usaram servidores e bens públicos na campanha de 2006. De acordo com a investigação da Policia Federal, os seguranças usados nas campanhas eram policiais militares estaduais durante o horário do expediente.
No dia 2 de janeiro, uma interceptação telefônica entre Marconi Perillo e Lúcio Fiúza é resumida na denúncia. "Marconi avisa a Lúcio que pagou os funcionários da Fazenda e os seguranças, faltando agora o valor do salário dos sargentos que ele não sabe, diz que os sargentos vieram com uma conversa de ser 700,00, mas ele acha que é menos pois eles estão recebendo uma parte do governo".
Além do processo no STF, o governador e o senador devem responder a ação por crime eleitoral, provocada pelo Ministério Público Eleitoral. Nesse caso, se forem condenados, podem perder o mandato.









Revista Época

Estou de volta

Estou novamente de volta, mas agora é pra fica. Já tem quatro meses que não apareço aqui, a partir desse momento estarei mais presente.
Nos últimos tempos, aconteceram diversas transformações na minha. Vocês irão ver um Douglas mais dinâmico, com grandes idéias e, além disso, contarão com meu jeito polemico de ser.
O blog terá novas temáticas, entre elas: Os paradigmas da globalização, os problemas dos deficientes físicos, luta contra corrupção, questões ambientais ( O etanol é a maior furada) melhores condições educacionais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Vamos pensar

"Não tem como haver liberdade se o seu irmão passe fome."

Não me pergunte quem eu sou e, sim o que posso fazer por você:

Devemos nos perguntar muitas vezes, por que tomamos certas atitudes e fazer uma análise dos nossos comportamentos e valores sociais. A cada dia, que passa o mundo tornar-se complicado e, assim o seu humano fica mais enfraquecido diante da conturbação provocada pelo capitalismo.
Procuro fazer uma reflexão, hoje em dia às pessoas está mais individualista e despreocupada com o próximo, tudo isso tem haver com processo de mecanização causado pelo capitalismo.
Precisamos encontrar um meio para libertamos da alienação do sistema, no momento que houver essa libertação da alma humana, viveremos em uma sociedade mais harmoniosa e cheia de solidariedade com as pessoas.
Então a partir de agora não fale apenas de você, pergunte o que pode fazer para ajudar a vida das pessoas. Seja solidário com seu irmão, ele precisa de sua ajuda.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A realização de um sonho

As cadeiras de roda motorizada geralmente têm um preço muito alto, o modelo adaptado para o meu corpo costuma ter valores entre 5000 a 6000 reais. Contudo, não tenho condições de fazer a sua compra.Por isso conto com o seu apoio pois essa cadeira significa muito para mim, porque possuo um problema chamado distrofia muscular progressiva de Duchenne que me impede de empurra a minha cadeira de roda. Através da sua ajuda poderei mudar toda essa situação.Você pode me ajudar da seguinte maneira:Se você tiver boas condições financeiras ou conhece pessoas com condições favoráveis, gostaria de obter a sua ajuda e coloboração a esse projeto. No entanto a realização desse sonho abrira as portas do mercado de trabalho, A sua ajuda representara o começo da minha independência e as possibilidades se abrirão para uma vida cheia de realizações. Eu espero que você contribua para minha felicidade!!!

A Biografia do Douglas Jeremias Martins Gonçalves

Nasci no 6/10/1986, em Brasilia,era uma segunda feira as 17:00. Mas fui criado em Goiânia.
Amanhã a história continua

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Al Gore ganha o prêmio nobel da paz



O ex.vice-presidente norte americano e ex.candidato a presidência Al Gore,ganha nessa sexta feira o Prêmio Nobel da paz, graça ao seu documentário ‘’Uma Verdade Inconveniente’’ que discute a questão do aquecimento global.
No documentário Al Gore argumenta de maneira convincente que a necessidade de combater o aquecimento global não é uma questão política, e sim moral. O tempo está se esgotando, como se pode concluir do número recorde de tornados que vêm atingindo o meio-oeste dos Estados Unidos, as enchentes torrenciais em Mumbai, na Índia, e o furacão Katrina, tudo só em 2005.
O que Gore procura deixar totalmente claro é que as ferramentas e os métodos necessários para reverter essas mudanças calamitosas existem --não são necessárias novas invenções-- e que as consequências econômicas de se enfrentar o problema serão positivas, e não negativas.
A idéia de que a proteção ambiental responsável seja negativa para a economia é exposta no filme, através de dados científicos e outros, como sendo o que é: uma grande mentira.
O filme precisará de críticos e editorialistas para transmitir à população a mensagem de que pessoas de todas as vertentes políticas podem se expor à mensagem de Gore sem temer tornarem-se ambientalistas radicais. O risco que correm é apenas de ficarem alarmadas.
O elemento fundamental do filme é aquilo que Gore descreve casualmente como seu "slide show". Trata-se, na verdade, de uma utilização ultra-sofisticada de gráficos, tabelas, uma animação, fotos e outros meios para resumir mais de 30 anos de pesquisa sobre o meio ambiente feita por Gore, datando da época em que ele estudou com o professor universitário Roger Revelle.
















O slide show é uma explicação dinâmica e, em alguns momentos, bem-humorada da ligação entre emissões de carbono e problemas de saúde pública, custos de seguradoras, derretimento de geleiras, encolhimento de lagos, elevação dos níveis dos mares, ondas de calor assassinas e o furacão Katrina.
As imagens são entremeadas por outras de Gore percorrendo o mundo para reunir-se com cientistas, funcionários governamentais e leigos, além de momentos mais calmos em que o ex-vice-presidente reflete sobre sua infância passada numa fazenda e sua afinidade com a natureza.
Gore atribui seu ativismo sobre a questão da mudança climática ao acidente quase fatal sofrido por seu filho em 1989. A possibilidade de perder seu filho o deixou dilacerado, mas o levou a encarar a pergunta de "como eu deveria passar meu tempo na Terra?" O fato de corrermos um risco real de perder a Terra, como ele quase perdeu seu filho, o levou a adotar o meio-ambiente como sua causa.



















O documentário é um ato de ativismo político. Guggenheim e seus produtores politicamente conscientes Laurie David, Lawrence Bender e Scott Z. Burns fazem do filme simplesmente um veículo para a transmissão da mensagem de Gore.O filme acaba revelando um Al Gore diferente daquele que conduziu a campanha presidencial em 2000. Em lugar de um político rígido e inexpressivo que parecia sentir-se pouco à vontade com multidões, Gore, o ativista, é uma pessoa sincera, apaixonada e até dotada de humor, determinada a comunicar-se com as pessoas sobre a questão mais importante que nosso planeta enfrenta.



Hoje Al Gore declarou que vai doar o dinheiro (US$ 750 mil ou quase R$ 1,5 milhão) do prêmio a uma instituição que faz campanhas de conscientização em defesa do meio ambiente. "Estou profundamente honrado de receber o Prêmio Nobel da Paz. Este prêmio é muito mais significativo porque tenho a honra de compartilhá-lo com o IPCC", disse Gore em um comunicado.
"Enfrentamos uma verdadeira emergência global. A crise climática não é um assunto político, é um desafio moral e espiritual da humanidade. É também nossa maior oportunidade de aumentar a consciência global", acrescentou Gore. "Minha esposa, Tipper, e eu doaremos 100% do prêmio à Aliança para a Proteção Climática, uma organização independente sem fins lucrativos dedicada a mudar a opinião pública nos Estados Unidos e o mundo sobre a urgência de resolver a crise climática", manifestou o ex-vice-presidente americano.

“Espero que as pessoas se conscientizem e façam a sua parte, isso é um dever de cada um”