terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Novidades inter planetárias


Astrônomos conseguem detectar atmosferas de mais dois planetas


Duas equipes de astrônomos anunciaram ontem ter conseguido detectar a presença de atmosferas em um planeta fora do Sistema Solar --pela primeira vez sem a ajuda de um telescópio espacial. Artigos publicados pelos dois grupos, que não têm relação entre si, abrem uma nova perspectiva para o estudo desses corpos celestes difíceis de encontrar.

Até agora, apenas cerca de 300 dos chamados exoplanetas foram detectados: um número bem menor do que teóricos acreditam que exista na Via Láctea, a nossa galáxia.

Além disso, praticamente tudo o que se sabe sobre atmosferas desses corpos se baseia em dados do Telescópio Espacial Spitzer, que observa na faixa dos raios infravermelhos, mas está a poucos anos de se aposentar.

Agora, porém, gases que recobrem planetas de dimensão similar a Júpiter foram detectados pelo equipamento principal do ESO --o Observatório Europeu do [Hemisfério] Sul-- e pelo telescópio Magellan Baade, ambos no Chile. As equipes que fizeram a descoberta são da Instituição Carnegie, de Washington, e do Instituto Astrofísico de Paris. Ambas estavam estudando a mesma estrela e identificaram o mesmo planeta, batizado ao final com a sigla OGLE-TR-56b.

Clima hostil

Segundo Mercedez Lozes-Morales, da Instituição Carnegie, a detecção foi possível porque o planeta encontrado apresentava condições ideais para tal. "A receita do sucesso é um planeta que emita muito calor, mas quase não tenha vento em sua atmosfera", afirma.

Em outro estudo, a ser publicado no periódico "Astronomy and Astrophysics", astrônomos holandeses detectaram emissões térmicas de um planeta chamado TrES-3b.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Eleição do Senado pega fogo

PMDB põe obstáculos para acomodar tucanos em comissões e na Mesa Diretora; candidatura de Tião Viana ganha sobrevida

"Sentimos mais clima na relação com o Tião. A impressão era a de que estávamos barganhando cargos", disse líder do PSDB

A cúpula do PSDB anunciou ontem à noite o apoio do partido à candidatura de Tião Viana (PT-AC) à presidência do Senado após o fracasso das negociações com o PMDB. O anúncio dá sobrevida à campanha do petista, que vinha sendo desidratada desde a entrada de José Sarney (PMDB-AP) na disputa.

"Sentimos mais clima na relação com o Tião. A impressão era a de que estávamos barganhando cargos. Estamos provando que isso não era verdade", disse o líder do partido, Arthur Virgílio (PSDB-AM).

A decisão dos tucanos se deu em uma reunião em Recife (PE) entre Virgílio, o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PE), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Até o início da semana, o apoio do PSDB a Sarney era dado como certo. Mas, nos últimos dias, os ânimos se acirraram. Confiante na vitória, o PMDB colocou obstáculos para acomodar os tucanos Tasso Jereissati (CE) na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e Eduardo Azeredo (MG) na CRE (Relações Exteriores). Além das duas comissões, o PSDB queria emplacar Marconi Perillo (GO) na primeira vice-presidência, e ainda desejava a quarta secretaria.

O PSDB enviou aos dois candidatos uma carta-compromisso com 12 pontos. Tanto Viana quanto Sarney concordaram em atender os pleitos -um deles era a garantia de que não haveria apoio a uma eventual proposta que permita o terceiro mandato do presidente Lula.

Os articuladores da campanha de Sarney foram informados, ao longo da noite, do encontro tucano, até que a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) recebeu um telefonema de Virgílio anunciando a decisão. Peemedebistas ouvidos pela Folha disseram já esperar o resultado, já que não tinham como atender os pleitos tucanos.
Mesmo assim, o PMDB diz contar com pelo menos seis votos dos 13 da bancada tucana. Eles avaliam que o partido, independente da decisão de cúpula, chegará à eleição rachado. O voto é secreto. Já Viana comemorou a reviravolta: "Eles confiaram na carta-compromisso de que vamos fazer um trabalho de independência no legislativo. Não reivindicaram nenhum cargo", disse.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), peemedebista contrário à eleição de Sarney, disse à Folha que participaria do encontro com os tucanos. "O Sérgio me chamou e eu vou convencê-los a apoiar o Tião", disse Jarbas, antes do encontro. "A candidatura do Sarney é uma invenção do Renan [Calheiros] que, depois de voltar de ser alvo de denúncias, quer ter uma volta triunfal", disse.

Mais tarde, porém, Virgílio disse que a reunião se deu apenas com integrantes do PSDB, e que eles encontrariam Jarbas ainda na noite de ontem.

DEM
Apesar do revés com os tucanos, o DEM, por unanimidade, formalizou ontem o apoio a Sarney com o discurso de que optou por um "não-alinhamento" ao Palácio do Planalto.
"A opção do DEM é muito em cima da necessidade de o Congresso desempenhar o papel de equilíbrio e não alinhamento com o Palácio do Planalto. O poder Legislativo e o Executivo, neste momento, não podem se concentrar num único partido político", disse o líder do DEM, José Agripino (RN).

Questionado se não via José Sarney como uma figura alinhada ao Planalto, Agripino respondeu: "Não, não vejo. E nem ele se coloca como tal. Ele é candidato de partidos da oposição e da base do governo".

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Carta de Marx para Abraham Lincoln

Já fazia muito que eu procurava está carta de Marx escrita para Abraham Lincoln. A primeira vez, que tinha ouvido fala foi em um vídeo no Youtube do professor Paulo Ghiraldelli. Espero que vocês gostem de saber de tal carta. Este documento histórico ainda é bastante desconhecido da maioria das pessoas. Por favor, divulguem esta carta.



A Abraham Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América

Karl Marx

22 - 29 de Novembro de 1864


Senhor,

Felicitamos o povo Americano pela sua reeleição por uma larga maioria. Se a palavra de ordem reservada da sua primeira eleição foi resistência ao Poder dos Escravistas [Slave Power], o grito de guerra triunfante da sua reeleição é Morte à Escravatura.

Desde o começo da titânica contenda americana, os operários da Europa sentiram instintivamente que a bandeira das estrelas carregava o destino da sua classe. A luta por territórios que desencadeou a dura epopeia não foi para decidir se o solo virgem de regiões imensas seria desposado pelo trabalho do emigrante ou prostituído pelo passo do capataz de escravos?

Quando uma oligarquia de 300 000 proprietários de escravos ousou inscrever, pela primeira vez nos anais do mundo, «escravatura» na bandeira da Revolta Armada, quando nos precisos lugares onde há quase um século pela primeira vez tinha brotado a ideia de uma grande República Democrática, de onde saiu a primeira Declaração dos Direitos do Homem e de onde foi dado o primeiro impulso para a revolução Europeia do século XVIII; quando, nesses precisos lugares, a contra-revolução, com sistemática pertinácia, se gloriou de prescindir das «ideias vigentes ao tempo da formação da velha constituição» e sustentou que «a escravatura é uma instituição beneficente», [que], na verdade, [é] a única solução para o grande problema da «relação do capital com o trabalho» e cinicamente proclamou a propriedade sobre o homem como «a pedra angular do novo edifício» — então, as classes operárias da Europa compreenderam imediatamente, mesmo antes da fanática tomada de partido das classes superiores pela fidalguia [gentry] Confederada ter dado o seu funesto aviso, que a rebelião dos proprietários de escravos havia de tocar a rebate para uma santa cruzada geral da propriedade contra o trabalho e que, para os homens de trabalho, [juntamente] com as suas esperanças para o futuro, mesmo as suas conquistas passadas estavam em causa nesse tremendo conflito do outro lado do Atlântico. Por conseguinte, suportaram pacientemente, por toda a parte, as privações que lhes eram impostas pela crise do algodão , opuseram-se entusiasticamente à intervenção pró-escravatura — importuna exigência dos seus superiores — e, na maior parte das regiões da Europa, contribuíram com a sua quota de sangue para a boa causa.

Enquanto os operários, as verdadeiras forças [powers] políticas do Norte, permitiram que a escravatura corrompesse a sua própria república, enquanto perante o Negro — dominado e vendido sem o seu consentimento — se gabaram da elevada prerrogativa do trabalhador de pele branca de se vender a si próprio e de escolher o seu próprio amo, foram incapazes de atingir a verdadeira liberdade do trabalho ou de apoiar os seus irmãos Europeus na sua luta pela emancipação; mas esta barreira ao progresso foi varrida pelo mar vermelho da guerra civil.

Os operários da Europa sentem-se seguros de que, assim como a Guerra da Independência Americana iniciou uma nova era de ascendência para a classe média, também a Guerra Americana Contra a Escravatura o fará para as classes operárias. Consideram uma garantia da época que está para vir que tenha caído em sorte a Abraham Lincoln, filho honesto da classe operária, guiar o seu país na luta incomparável pela salvação de uma raça agrilhoada e pela reconstrução de um mundo social.


Notas de fim de tomo:

A Guerra Civil na América (1861-1865) opôs, nos Estados Unidos, os Estados industriais do Norte e os Estados escravistas do Sul, que se rebelaram contra a abolição da escravatura. A classe operária da Inglaterra opôs-se à política da burguesia inglesa, que apoiava os plantadores escravistas, e impediu a ingerência da Inglaterra na Guerra Civil nos Estados Unidos.

A Mensagem da Associação Internacional dos Trabalhadores ao presidente Abraham Lincoln dos Estados Unidos, por ocasião da sua reeleição, foi redigida por Marx por decisão do Conselho Geral. No auge da Guerra Civil nos Estados Unidos esta mensagem teve uma grande importância. Sublinhou a enorme importância da guerra contra a escravatura na América para os destinos de todo o proletariado internacional. Apoiando todos os movimentos progressistas e democráticos, Marx e Engels educavam no proletariado e nos seus elementos de vanguarda na Internacional uma atitude verdadeiramente internacionalista em relação à luta dos povos oprimidos pela sua libertação.

Trata-se da Declaração de Independência, adoptada em 4 de Julho de 1776 no Congresso de Filadélfia pelos delegados das 13 colónias britânicas da América do Norte; o congresso proclamou a separação das colónias norte-americanas na Grã-Bretanha e a formação de uma república independente: os Estados Unidos da América. Nesse documento foram formulados princípios democráticos burgueses tais como a liberdade da pessoa, a igualdade dos cidadãos perante a lei, a soberania do povo, etc. Todavia, a burguesia e os grandes proprietários fundiários americanos violaram desde o início os direitos democráticos proclamados na Declaração, afastaram as massas populares da vida política e mantiveram a escravatura, que privava os negros, que constituíam uma parte importante da população, dos direitos mais elementares da pessoa humana.

A crise do algodão foi provocada pela cessação do fornecimento de algodão vindo da América, em virtude do bloqueio dos Estados escravistas do Sul pela Marinha dos nortistas durante a Guerra Civil. Uma grande parte da indústria algodoeira da Europa ficou paralisada, o que se reflectiu duramente na situação dos operários. Apesar de todas as privações, o proletariado europeu apoiou decididamente os Estados do Norte.

A Guerra da Independência das colônias inglesas na América do Norte (1775-1783) contra a dominação inglesa foi causada pela aspiração da nação burguesa americana, em formação, à independência e à supressão dos obstáculos que entravavam o desenvolvimento do capitalismo. Em resultado da vitória dos norte-americanos foi criado um Estado burguês independente: os Estados Unidos da América.

Primeira Edição: Escrito entre 22 e 29 de Novembro de 1864. Publicado em The Bee-Hive Newspaper, n.º 169, de 7 de Janeiro de 1865.

Fonte: . Obras Escolhidas em três tomos, Editorial "Avante!"

Tradução: José BARATA-MOURA (Publicado segundo o texto do jornal. Traduzido do inglês.).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Após assumir Obama assina decretos que limitam o consumo de combustível e as emissões de gases

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta segunda-feira decretos que limitam o consumo de combustível e as emissões de gases do efeito estufa pelos automóveis. O democrata afirmou em coletiva que as medidas criarão 450 mil empregos na área energética e que economizarão U$ 2 bilhões aos americanos.

"A medida colocará 450 mil americanos para trabalhar com investimentos em energia limpa, permitirá dobrar a energia alternativa em três anos e criará uma economia de US$ 2 bilhões por fazer os prédios federais mais eficientes no consumo", disse Obama, em coletiva na qual não poupou críticas ao legado de seu antecessor, George W. Bush.

"O tempo Washington se arrastar acabou", disse Obama. "Quero deixar claro que fizemos nossa escolha, não seremos mais reféns de regimes hostis e de um planeta em aquecimento. É hora de escolher um futuro que é mais seguro para o país e para o planeta."

Obama afirmou ainda que, com a aprovação do Congresso, vai aumentar os padrões de eficiência do consumo de combustível dos veículos das atuais 27,5 milhas por galão para 35 milhas por galão. "Isso pode representar uma economia de dois milhões de barris de petróleo por dia, quase todo o petróleo que importamos do Golfo Pérsico", disse Obama, acrescentando que as indústrias terão até 2011 para se adequar ao novo padrão.

A administração Bush tentou encerrar o ano de 2008 com os novos padrões de regulamentação da eficiência, mas desistiu diante da crise financeira e de seus graves efeitos na indústria automobilística.

Na entrevista coletiva, Obama ressaltou diversas vezes que as medidas não visam prejudicar a já enfraquecida indústria automobilística e sim permitir que elas de adaptem às necessidades do futuro e que sejam competitivas.

"Queremos quebrar o ciclo de dependência de energia e garantir que nossa indústria automobilística seja competitiva. [...] Nosso objetivo não é ser um fardo sobre a indústria que sofre com a crise, mas ajudá-la a ser competitiva, produzir os carros de amanhã e galvanizar a empresa para os anos que estão por vir", afirmou o democrata, que assumiu a Casa Branca na terça-feira passada (20), com promessas de investir no ambiente e no combate ao aquecimento global.

Emissão de gases

Obama afirmou ainda que os novos decretos assinados por ele permitem reduzir os limites para emissões de gases que causam o efeito estufa por veículos, pick-up e caminhões.

Ele ordenou novas diretrizes à Agência de Proteção Ambiental para que mude uma resolução de 2007 feita no governo Bush que impede os Estados de determinar os próprios índices de tolerância de emissão de gases.

A mudança atende a um pedido do governo californiano para a revisão da lei. O governo de Arnold Schwarzenegger tem como prioridade os temas ambientais e quer reduzir em 30% a emissão de gases poluentes dos veículos, até 2016.

"Califórnia mostrou coragem em seu propósito e 12 Estados seguiram seu exemplo. O governo não incentivou e ficou no seu caminho. [...] Meu governo não negará fatos, será guiado por eles", disse Obama, em clara crítica a Bush.

O presidente afirmou ainda que não tem ilusões sobre o desafio de investir em energia limpa e encerrar a dependência de combustível estrangeiro em um dos maiores consumidores mundiais de petróleo. "Mas nós temos os recursos para mudar, temos cientistas, empresas e trabalhadores com capacidade de mudar", disse Obama, acrescentando que as medidas visam o "bem da economia, nossa segurança e a de nosso planeta".

"Devemos ter a coragem de mudar", completou Obama, pedindo uma coalizão global para fazer frente ao desafio de combater a mudança climática. "Faremos com que a China e a Índia façam sua parte, como faremos a nossa".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Obama fala sobre a crise

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que a crise econômica em que se encontra o país pode chegar a níveis sem precedentes e é preciso agir rapidamente.

"Reconheço quie ainda há algumas divergências sobre a mesa (...) sobre detalhes em particular do plano. Acho que o que unifica esse grupo é o reconhecimento de que estamos passando por uma crise possivelmente sem precedentes com a qual temos de lidar, e lidar rapidamente", disse Obama, que se encontrou hoje com líderes democratas e republicanos do Congresso.

O encontro ocorreu na Casa Branca, em Washington. "Francamente, as notícias não têm sido boas. Cada dia nos traz uma atenção maior sobre os problemas que estamos enfrentando, não apenas com empregos, mas também no sistema financeiro." Segundo o presidente, no entanto, mesmo com as diferenças, os esforços para aprovar o pacote parecem estar "a caminho".

O pacote deve ir à votação na quarta-feira (28) na Câmara e daí seguirá para o Senado.


O presidente e os líderes congressistas se encontraram para discutir o pacote de US$ 825 bilhões de estímulo à economia. A medida foi proposta por Obama.

Na quarta-feira (21), o Comitê de Apropriações da Câmara (que controla projetos de leis e de gastos públicos) aprovou um pacote de US$ 358 bilhões, por 35 votos a 22, para gastos do governo Obama. A aprovação foi vista como um primeiro teste para a aceitação das medidas da administração do democrata diante do cenário de recessão em que o país se encontra desde dezembro de 2007.

O Comitê de Procedimentos (para questões fiscais e de comércio) aprovou ontem US$ 275 bilhões em cortes de impostos por 24 votos a 13 e o Comitê de Energia e Comércio aprovou outros US$ 8,2 bilhões para a expansão da rede de banda larga no país.

O presidente e os líderes congressistas se encontraram para discutir o pacote de US$ 825 bilhões de estímulo à economia. A medida foi proposta por Obama.

Na quarta-feira (21), o Comitê de Apropriações da Câmara (que controla projetos de leis e de gastos públicos) aprovou um pacote de US$ 358 bilhões, por 35 votos a 22, para gastos do governo Obama. A aprovação foi vista como um primeiro teste para a aceitação das medidas da administração do democrata diante do cenário de recessão em que o país se encontra desde dezembro de 2007.

O Comitê de Procedimentos (para questões fiscais e de comércio) aprovou ontem US$ 275 bilhões em cortes de impostos por 24 votos a 13 e o Comitê de Energia e Comércio aprovou outros US$ 8,2 bilhões para a expansão da rede de banda larga no país.

No último dia 7, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que a aprovação do novo pacote de estímulo à economia dos EUA precisa ser aprovado até meados de fevereiro, sob risco de que a economia fique ainda mais fraca e mais empregos sejam perdidos no país.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

In The Flesh Live é sensacional


Roger Waters no Álbum "In The Flesh" com a seguinte tradução para o português de "na carne" foi lançado pela Sony / Columbia, em 5 de dezembro. A gravação do duplo CD de todo o show, feita a partir de performances em Phoenix, Arizona, em Las Vegas, Nevada, Irvine, Califórnia, e Portland, Oregon, é Roger todo o comprimento da primeira liberação desde 1992 "Amused to Death". Um luxo DVD versão de "In The Flesh" - apresentando um concerto ao vivo com definição de vídeo com 5,1 Dolby Digital e LPCM Stereo mistura música, um de 30 minutos atrás do palco documentário, banda biografias, ainda fotografias, imagens projetadas, letras e mais - foi liberada quase 2 anos mais tarde.



Aparecendo com Roger Waters (guitarra, vocais e baixos) em "In The Flesh" e a sua banda de músicos de alto vôo incluindo Andy Fairweather-Low (guitarra), Snowy White (guitarra), Doyle Bramhall II (guitarra e vocal), Graham Broad (bateria), Jon Carin (teclados), Andy Wallace (teclados), Katie Kissoon (vocal), Susannah Melvoin (vocal), e PP Arnold (vocais).

Os críticos elogiaram o poder das performances de Waters, a intempestividade da sua música, o show intimista da produção de valores e sem costura estrutural. O San Jose Mercury News informou que o show "foi rock como arte, com o tipo de preocupação para o som que raramente visto hoje em dia." E o Fort Worth Star Telegram raved que "o seu tempo, melado dois set-up feito principalmente de mostrar Floyd clássicos foi em uma escala mais humana? Durante o espetáculo senti como se fosse uma festa." Segundo o Los Angeles Times foi igualmente entusiasmados” o show mostra a medida em que Waters executa um rock que influenciou gerações."



Abertura do Show




Faixas de "In The Flesh" incluem:

  1. "In The Flesh" (from "The Wall") "In The Flesh" (de "The Wall")
  2. "The Happiest Days Of Our Lives" (from "The Wall") "O mais feliz Days Of Our Lives" (de "The Wall")
  3. "Another Brick In The Wall, Part 2" (from "The Wall") "Another Brick In The Wall, Parte 2" (de "The Wall")
  4. "Mother" (from "The Wall") "Mãe" (de "The Wall")
  5. "Get Your Filthy Hands Off My Desert" (from "The Final Cut") "Get Your Filthy Hands Off My Desert" (de "The Final Cut")
  6. "Southampton Dock" (from "The Final Cut") "Southampton Dock" (de "The Final Cut")
  7. "Pigs On The Wing, Part 1" (from "Animals") "Pigs On The Wing, Part 1" (de "Animais")
  8. "Dogs" (from "Animals") "Cães" (de "Animais")
  9. "Welcome To The Machine" (from "Wish You Were Here") "Welcome To The Machine" (de "Wish You Were Here")
  10. "Wish You Were Here" (from "Wish You Were Here") "Wish You Were Here" (de "Wish You Were Here")
  11. "Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-8)" (from "Wish You Were Here") "Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-8)" (de "Wish You Were Here")
  12. "Set The Controls For The Heart Of The Sun" (from "Saucerful Of Secrets") "Definir os comandos de The Heart Of The Sun" (de "Saucerful of Secrets")
  13. "Breathe (In The Air)" (from "Dark Side Of The Moon") "Breathe (In The Air)" (de "Dark Side Of The Moon")
  14. "Time" (from "Dark Side Of The Moon") "Tempo" (de "Dark Side Of The Moon")
  15. "Money" (from "Dark Side Of The Moon") "Dinheiro" (de "Dark Side Of The Moon")
  16. "Pros and Cons of Hitch Hiking Part 11 (aka 5:06 am - Every Stranger's Eyes)" "Prós e Contras da Hitch Hiking Part 11 (aka 5:06 - Cada Stranger's Eyes)"
    from "The Pros and Cons of Hitch Hiking" de "os prós e contras de Hitch Hiking"
  17. "Perfect Sense (Parts I and II)" (from "Amused To Death") "Perfect Sense (Parts I e II)" (de "Amused to Death")
  18. "The Bravery Of Being Out Of Range" (from "Amused To Death") "The Bravery Of Being Out Of Range" (de "Amused to Death")
  19. "It's A Miracle" (from "Amused To Death") "É um milagre" (de "Amused to Death")
  20. "Amused To Death" (from "Amused To Death") "Amused to Death" (de "Amused to Death")
  21. "Brain Damage" (from "Dark Side Of The Moon") "Brain Damage" (de "Dark Side Of The Moon")
  22. "Eclipse" (from "Dark Side Of The Moon") "Eclipse" (de "Dark Side Of The Moon")
  23. "Comfortably Numb" (from "The Wall") "Confortavelmente entorpecido" (de "The Wall")
  24. "Each Small Candle" (new song) "Cada pequena Vela" (nova música)


O primeiro versículo do " Each Small Candle " foi escrito por um sul-americano que tinha sido vítima de tortura. Um jornalista italiano, ativo na iniciativa contra a tortura no Norte de Itália, tinha dado a Waters o curto poema anos atrás. O poema ficou na gaveta de Waters no estúdio até que, durante a crise no Kosovo, ele leu uma peça no The London Times descreve um soldado sérvio que viu uma mulher deitada na albanês queimou-se um edifício. O soldado deixou o seu pelotão para dar apoio à mulher e, em seguida, novamente os seus homens e marchou desligado. A imagem inspirada por Waters para definir o poema curto ", Each Small Candle," a música e as letras adicionais caneta.

"In The Flesh" é produzido e misturado por James Guthrie antigo colaborador, que trabalhou com Waters música desde a co-produção e de engenharia "The Wall" em 1978 e tem todo o Pink Floyd o catálogo remasterizado. Guthrie gravados os shows como um 48-track gravação analógica antes misturando-os em alta resolução digital. "Eu gosto do som analógico", diz Guthrie. "É muito mais firme. É mais real. Ela respira. É mais tridimensional".



"A força deste registro", diz Guthrie, "é ouvir Roger desempenhando tão grande secção transversal de material de Pink Floyd muito precoce, ou seja, a mais contemporânea para Pink Floyd e da carreira solo de Roger Waters. É um desempenho muito dinâmico. Eles são todos importantes peças de música. "

E, de fato, em comparação, este álbum ao vivo faz o melhor de todos os bootlegs turístico lá fora som anêmicos. A qualidade sonora é simplesmente soberba. E as performances som mais nítido, o desempenho dinâmico e que qualquer uso de Pink Floyd pode levar. O musicianship soa quase inigualável, e da voz do Roger sons nunca melhor. Ever the perfectionist, Roger's performance is flawless. Já o perfeccionista, de Roger e do seu desempenho é impecável. Ao ouvir este álbum, é óbvio que estes músicos excepcionais e desfrutar o que eles desempenham se tornam uma parte da música em si.


Durante Perfect Sense na parte 2 foi um dos momentos mais emocionante do show.



Este álbum traz de volta o temor, a emoção e os traumas emocionais me senti como um ventilador nesse shows. Ouvindo esta música tocada ao palco antes de nós, parecia como se o tempo parou, como se todos nós estavamos em um transe como reminiscência do passado, dias passados, pessoas e lugares de memória, quando estes eram novas canções clássicas de Pink Floyd. O rasgo evolutivo da bochecha para baixo, conforme as palavras música e trazer de volta os significados dessas canções tão logo realizadas pessoalmente para cada fã. Os concertos foram realmente inspirador, e este álbum elicits tocar memórias desse emocionante espetáculo.

Comfortably Numb


O álbum mostra uma capa-cidade cena escapo no fundo, (originalmente criada por 4i para The Wall Live in Berlin show), o In The Flesh o suíno turnê logotipo em preto sólido abaixo, atravessada arame farpado em primeiro plano, (semelhantes aos gráficos projetado durante a turnê para cada pequeno Candle) um eclipse lunar no canto superior direito e na parte superior esquerda são as palavras de Roger Waters azul com letras brancas bloco de caracteres na carne em minúsculas abaixo. Um belo design.

Time



Sobre a tampa traseira é a faixa da mesma listagem acima 4i cidade-escapo entre as quais são silhuetas das boleia, (de "... Prós e Contras ...") o macaco assistindo a TV, (a partir de« Amused to Death ") , bem como a torre de rádio (a partir de "Radio KAOS" embora nenhum álbum música que está no CD ou foi tocado durante esta etapa da turnê). O interior 24 páginas de caderno está cheio de grandes fotos do passeio e, claro, o álbum créditos. Mas também contém uma narrativa maravilhosa por Roger Waters conversando com Nick Sedgewick sobre o álbum, a turnê, e do futuro. O CD da imagem são próprios discos de um eclipse lunar com títulos e trilha listagem.

Another Brick In The Wall, Part 2



Todos em tudo, este álbum é perfeito. Um dos melhores álbuns nos últimos 10 anos.

CD

O Roger Waters " In The Flesh LIVE" foi lançado em DVD na Europa em 18 de dezembro de 2001, e no Canadá em 15 de janeiro de 2002. A Sony lançou a versão 2 da Região do Roger Waters "na carne ao vivo" DVD, no Reino Unido e na Europa, em 18 março 2002. A versão VHS Roger Waters " In The Flesh LIVE" foi lançado na Europa tão bem, por isso a fita VHS PAL versão também deve ser liberada na Europa.

Obrigado pessoal do fã clube internacional Roger Waters pelas informações.
http://www.rogerwaters.org



As palavras de Douglas: Este DVD do Roger Waters é maravilho têm a duração de mais ou menos 2 horas e 30 min. Todas as vezes que escuto e assisto eu fico emocionado. Pra quem gosta de Pink Floyd e de uma boa música, este DVD é uma ótima pedida.

Obama confirma fechamento de Guantánamo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumpriu uma de suas promessas de campanha nesta quinta-feira, o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba. A base militar americana localizada na ilha foi transformada em prisão de suspeitos de terrorismo pelo governo anterior, de George W. Bush. O fechamento da prisão deve ocorrer em até um ano. Obama assinou também decreto que proíbe a tortura e métodos coercivos em interrogatórios de prisioneiros dos EUA.

"Fechar o centro de detenção de Guantánamo é parte da política externa, dos interesses dos EUA e dos interesses da Justiça", disse Obama, em entrevista coletiva. Ele afirmou, contudo, que não há um plano sobre o que fazer com os 245 prisioneiros que ainda estão em Guantánamo. "Discutiremos mais tarde o que fazer", disse, em resposta a um jornalista.

Poucos minutos depois, cercado de seus assessores de política externa, Obama, assinou outro decreto que proíbe o uso de métodos coercivos em interrogatórios, prática comum nos interrogatórios de suspeitos de terrorismo presos pela CIA (Central de Inteligência Americana).

"Pelo poder a mim concedido pelos Estados Unidos da América, para promover o tratamento seguro e humano dos cidadãos sob poder dos americanos e dos nossos militares, para obedecer as leis dos EUA e da Convenção de Genebra [que estabelece leis de prisioneiros de guerra]", disse Obama, "assino ordem que efetivamente garante que [...] qualquer interrogatório terá que ser de acordo com os estabelecimentos do Exército".

Segundo Obama, a ordem reconhece o "melhor julgamento" do Exército, que obedece à lei que proíbe a tortura e, mesmo assim, consegue as informações de inteligência que precisa. Resta saber se Obama terá a ajuda das nações aliadas para conceder asilo político aos prisioneiros.

Nesta segunda-feira (26), ministros de Relações Exteriores da União Européia (UE) vão se reunir para tentar chegar a um consenso a respeito dos prisioneiros de Guantánamo. Embora a Europa apoie o fim da prisão e até elogie a iniciativa de Obama, assim como outros países do mundo, a questão é saber para onde irão os suspeitos de terrorismo detidos no local.

Ontem, Javier Solana, alto representante de Relações Exteriores da UE, reiterou que Guantánamo é "um problema americano, do governo dos EUA", mas disse que a UE está disposta a ajudar --sem dar detalhes sobre a extensão do auxílio. "Se pudermos contribuir para que esta decisão seja tomada o mais rapidamente possível, trataremos de ajudar", afirmou Solana, sem tocar no tema do asilo político.

Muitos dos 245 presos de Guantánamo procedem de países que não cumprem regras de direitos humanos e, por esta razão, os EUA tentarão negociar com outros países a recepção desses detentos. Embora alguns países da Europa tenha dado sinais de que receberão prisioneiros de Guantánamo, apenas Irlanda e Suíça confirmaram a oferta asilo político oficialmente.

A administração do republicano George W. Bush tentou, em vão, persuadir seus aliados a receber cerca de 60 prisioneiros libertados recentemente. Em dezembro último, quando terminava o comando francês na UE, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, iniciou as discussões sobre o que os países europeus poderiam fazer caso a prisão fosse efetivamente fechada, como Obama promete desde o início da campanha presidencial.

Alguns países europeus, como Portugal, Alemanha, Suíça e Irlanda, já disseram estar dispostos a receber os presos e ajudar a fechar a prisão --mas não especificaram se esta ajuda incluiria possíveis pagamentos de indenização para os suspeitos que, por anos, foram detidos em Guantánamo sem julgamento e acusação formal ou uma ajuda financeira para os ex-prisioneiros.

Asilo

O mais provável é que os países europeus ofereçam asilo aos prisioneiros de Guantánamo que os EUA não querem receber em seu território.

As organizações de defesa dos direitos humanos apontam o destino destes prisioneiros como uma das principais questões envolvendo o fim do presídio na base naval americana em Cuba. Como foram os EUA que criaram o complexo, seria papel do governo americano abrigar os suspeitos liberados. Contudo, as organizações afirmam que o problema criado por Guantánamo atingiu esfera mundial e por isso os demais países devem colaborar com uma solução.

Nesta quarta-feira (21), o ministro da Justiça irlandês, Dermot Ahern, afirmou que o fato de Obama ter priorizado o fechamento de Guantánamo em seu primeiro dia de governo criou "um novo contexto" para discutir o destino dos prisioneiros que não podem voltar ao seu país por ameaças de tortura ou até morte.

Porta-voz do Ministério afirmou que a Irlanda estaria disposta a aceitar os prisioneiros se houver um acordo entre os países da União Europeia e Washington para criação de um programa na área.

A Suíça, que não faz parte da UE, afirmou também nesta quarta-feira que considerará receber os prisioneiros se isso ajudar nos esforços para fechar o centro de detenção para suspeitos de terrorismo.

"Para a Suíça, a detenção de pessoas em Guantánamo está em conflito com a lei internacional. A Suíça está pronta para considerar como pode contribuir com a solução para o problema de Guantánamo", disse o governo, em comunicado.

Recuperação

O governo do Iêmen foi além e anunciou o início da construção de um centro de reabilitação para abrigar os mais de cem iemenitas que se encontram detidos na prisão em Cuba.

Segundo a revista "26 de Setembro", do Ministério da Defesa local, os detidos participarão de programas de reeducação e receberão aulas sobre moderação nas quais se condenará o terrorismo e o extremismo.

Segundo a revista, o centro está sendo construído com cooperação dos EUA e inclui acomodação para os prisioneiros e suas famílias. Iêmen foi o primeiro país árabe a se unir ao ex-presidente Bush na "guerra contra o terror" global.

Desafio

Um dos maiores desafios ao fechamento completo de Guantánamo --e uma das principais desculpas do governo Bush para seu funcionamento-- é o destino dos 17 prisioneiros chineses.

Os 17 chineses em Guantánamo já foram libertados pelo governo americano, mas os EUA temem que eles serão mortos se retornarem à China e tenta encontrar asilo em outro país. Muçulmanos da etnia Uighur, no oeste da China, os prisioneiros são considerados terroristas do grupo Movimento Islâmico Turcomenistão do Oeste.

O governo chinês pediu nesta quinta-feira que os EUA libertem o mais rápido possível os chineses, mas Washington teme que, assim que chegarem em território chinês, eles serão torturados e mortos.

Muitos países, contudo, temem as consequências diplomáticas casos aceitem os prisioneiros. "Os prisioneiros devem ser entregues o mais rápido possível à China, que vai levar o caso à julgamento. China é contrária a qualquer país que aceite estes prisioneiros", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jiang Yu, em entrevista coletiva.

Pequim negou que os Uighurs seriam torturados caso eles retornem, dizendo que a legislação chinesa proíbe a tortura. Os prisioneiros, capturados no Paquistão e no Afeganistão em 2001, são de Xinjiang, uma região isolada no oeste chinês. Eles dizem ser oprimidos pelo governo chinês.